Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2004

"Quem quer vai, quem quer pode, quem quer manda..."

Pela lei fundamental portuguesa, só os partidos legalmente constituídos podem concorrer aos lugares da Assembleia da República. Como cidadão nas plenas faculdades e direitos constitucionais tenho uma de várias opções que passo a exercitar:

 

- Voto no partido que mais se identifica com a minha cor política. (Azar, a cor do meu clube é verde, sou lagarto, mas não pago quotas pelo que esta opção é obviamente um exercício de masoquismo. Deveria segundo a cor, votar nos ditos “verdes”, mas ideologicamente falando, eles não são verdes, são “melancias”, verdes por fora e vermelhos por dentro, não sou adepto dos lampiões portanto não voto neles).

 

- Voto no partido que melhor me informa sobre as suas ideias e programa de governo. (Isto ainda se torna mais difícil porque nunca vi nenhum a fazer isso).

 

- Voto em branco (Mais masoquismo: segundo a lei eleitoral os votos em brancos ou nulos contam para apuramento dos nossos devotos representantes, até ganham dinheiro para o partido com isso).

 

- Voto nulo (escrevo umas baboseiras no boletim de voto, voto em todos, voto na minha avó, voto no Salazar, basicamente efeitos iguais ao do voto em branco).

 

- Não voto, ao contrário do que nos venderam é legítimo, representa uma opinião de um eleitor que não quer ninguém a representá-lo, não por falta de opinião mas porque quer expressar uma opinião contrária àquela cáfila interesseira que se quer eleger e mesmo que eles se digam meu representantes, eu não os considero como tal. Não têm perfil, honestidade e capacidade para o fazer.

 

Podem os amigos que me lêem, pensar que eu aqui entro em contradição, bem pelo contrário, pergunto a cada um de vocês se conhecem o deputado que os representa no Parlamento, façam por favor o vosso acto de contrição, digam-me o nome dele e o que é que ele já fez por vocês, excepto o de levar um ordenado para casa. Já pensei como vocês. Acredito na democracia quando ela me dá o direito de escolher entre o mais e o menos bom, não entre o mau e o menos mau, deixei de acreditar quando ela se constituiu numa feira de valores que nada me dizem e que servem apenas para eternizar o clientelismo, a corrupção, a inépcia e acima de tudo a continuação de uma cambada de incapazes que adoptaram a política para subir na vida e que efectivamente a todo o custo se querem perpetuar no poder. O voto nas urnas seja em que circunstancias for apenas serve para credibilizar aqueles que se dizem representantes de alguém. Isto não é democracia, isto chama-se ditadura: Salazar arranjou um esquema igual, quem não votasse não podia ocupar cargos públicos, pelos vistos ninguem inventou nada.

 

Poderia ainda ter mais uma data de opções: fundar um partido, ir para a estrada e conseguir uma nova maioria. Acontece que me poderia tornar como os actuais governantes ou então chegar à mesma conclusão que eles: “Cada povo tem os políticos que merece, eles merecem-nos agora têm que nos aturar”.

 

Eu pensei seriamente em convidar todos os “bloguistas”, mesmo aqueles que estão na política em constituir um governo sombra, ou então como alternativa final a imigrar e deixar apenas neste País os políticos e as suas bacocas ideias. A outra alternativa que me agradava um pouco mais era pegar nessas excelentes pessoas enfia-las num barco a remos e obriga-los a imigrar. Têm o meu voto seguramente…

publicado por McClaymore às 22:36
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1 comentário:
De Anónimo a 3 de Dezembro de 2004 às 16:50
Gostei muido do texto e tenho as mesmas ideias....

Ps... imigrar (entrar...viajar dentro do país)
emigrar (sair...viajar fora do país)Ricardo
</a>
(mailto:queluz2000@iol.pt)

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