Quarta-feira, 1 de Junho de 2005

Que me perdoem os poetas mortos...

Já me perguntaram muitas vezes porque é que dei um nome tão mórbido ao meu blog: qualquer macho latino que se preze, na procura da realização suprema, deverá plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.

As duas primeiras metas já as cumpri, falta-me a última.

Ainda não o fiz por uma questão de puro egoísmo, um livro é sempre alguma coisa que extravasa todos os limites, é uma sombra que devemos deixar para distribuir com parcimónia, é também um legado sem testamento, mas que normalmente pode e deve influenciar muitas vidas.

Depois temos o tema, ficção, realidade ou pura paranóia, sinceramente eu prefiro não catalogar nada, as comparações épicas causam-me sempre constrangimento.

Não tenho também nenhum modelo a seguir, gosto de escrever sem sentido, o bom senso é um tempero que não deve ser utilizado na escrita.

Não gosto de redenções, gosto mais de remissões, de abjectas parábolas, de sonhos que um dia queremos cumprir.

Um livro é sempre alguma coisa que demonstra que alguns ainda conseguem perseguir ilusões, rirem-se das suas imagens no espelho e sentirem na pele o terror e a atracção pelos abismos.

O meu fiel cinismo também não se permite a criticas, portanto vou continuando lentamente a formar as palavras, depois as frases, cada capítulo e o epílogo, obras inacabadas e sem um fim convincente não me seduzem.

Entretanto e como é uma promessa que assumi, vou tentando arrumar ideias e ideais, inventar um título, rebuscar nos locais mais inóspitos da gaveta das recordações, os pequenos nadas que me vão ajudar na minha cruzada, pacientemente, sem pressas e sem amanhã, isto porque em qualquer momento ou acaso eu vou começar a retintar algumas páginas, qualquer dia antes de morrer…

 

P.S.: E se continuarem a insistir na pergunta porque é que dei este estúpido nome a um blog, leiam com atenção a justificação que o Pinto da Costa deu para dar aquele título ao livro dele…

publicado por McClaymore às 14:53
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1 comentário:
De Anónimo a 2 de Junho de 2005 às 13:33
Está de volta à nobre arte de (bem) escrever a toda a pena, sem políticos nem défices pelo meio. Muito bom.
Uxka
</a>
(mailto:fenolfetaleina@gmail.com)

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