Segunda-feira, 30 de Maio de 2005

Uma questão de semântica…

Os portugueses têm um sentido de humor negro, surpreendente e uma data de provérbios para impolutamente se resignarem, uma espécie de acto de contrição sem razão de culpa, na verdade devemos ser o povo mais masoquista da Europa.

Surpreendentemente, vejo o aparecimento de um blog, o Aperta o cinto, onde alguns descontentes vão expressando a sua opinião.

Depois de analisar profundamente todas as queixas dos portugueses que por lá passam cheguei à seguinte conclusão: o Engº Sócrates nunca fez parte do Governo do saudoso e benemérito Engº Guterres, isto porque ninguém no seu perfeito juízo elegeria um tipo que já tinha revelado o seu lado mais negro, para além disso foi apoiado pelo Jorge Coelho, que também nunca lá esteve…

Como tal, nunca saberiam do valor do défice pois nunca, mas em tempo algum imaginariam o descalabro a que este País tinha chegado.

Bem eu sei que para governar este canto não é preciso muita competência, mas já deveríamos achar estranho votar num tipo que só depois de lá estar é que descobre o que o espera, e aqui fica uma pergunta ou é cego, coisa que não se nota, ou na verdade é de uma incompetência total.

Para terminar, relembro aqui a minha costela alentejana, e a história do meu conterrâneo, lá da Merdaleja que ao ser confrontado com uma rusga, numa casa de meninas e vendo que nenhuma delas se acusava, rematou a jeito de desculpa: “Querem ver que a única puta que aqui está sou eu, e ninguém me dizia nada?”

Bem, depois de analisar ainda mais profundamente o blog em questão, eu estou absolutamente crente que:

“Querem ver que ninguém votou no Sócrates?”

Eu não votei nele, por uma questão de princípio, não acredito em tipos que pertenceram a um governo que a única coisa que nos deixou foi uma “tanga”…

Na verdade eu não tenho nada contra “tangas”, pelo contrário acho que ficam muito bem em muitos traseiros…femininos, não propriamente nos do Guterres, Sócrates, Coelhos e Companhia.

A minha costela transmontana também tem alguma coisa a dizer, lá para cima temos uma frase que resume tudo e todos quando nos tentam enganar:

“Cá para mim estás a dar-me uma grande tanga…”

Tenho pena de não ter uma costela de ribatejano, porque nesta altura, estava era com uns “grande par de cornos” ou com duas bandarilhas na cernelha.

Se fosse em Espanha acabavam-me com o sofrimento e davam-me a estocada final, como sou português, continuo alegremente a ser "toureado"...

 

publicado por McClaymore às 01:10
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