Segunda-feira, 22 de Novembro de 2004

A Revolução – segundo a visão de um admirador do Prof. Marcelo.

Corria o ano do Senhor de XXXX,  , quando uma cegonha descuidada, se lembrou de “aterrar”, numa linha de alta tensão, provocando mui estragos, entre eles uma falta de ACDC, durante várias horas. Ao princípio julgou-se que se tratava de um acto de sabotagem para tomar o poder. Os governantes, cuidadosos e bem avisados, retiram-se para os seus “bunkers”, não fosse verdade que havia uma revolta militar. Felizmente encontraram as cinzas da cegonha, a autópsia revelou que havia morrido electrocutada. Não foram revelados quaisquer outros resultados e a Quercus, nunca se manifestou sobre o perigo para as aves do Baixo e Alto Alentejo dos postes de alta tensão mal sinalizados, também nunca mostraram o corpo de delito, as imagens deviam ser demasiado chocantes para passar no telejornal da noite, cegonhas a deixar cidades inteiras sem luz, à aí ao pontapé, se fosse um elefante com asas, já era notícia.  Felizmente, como dizia um senhor um destes dias na TV, estamos na CEE, senão já tinha havido mesmo uma revolução. Porra, matamos uma cegonha, para justificar um apagão. Não se faz, é uma espécie protegida. Vamos ter que pagar uma multa a essa de CEE, mas os meios justificam os fins. Na verdade, matar uma cegonha é bem mais lícito do que encontrar nestes momentos desculpas para o mau estar que vai neste cantinho. Pena é que esse senhor que tão impadamente fala de revoluções, seja da mesma cor daqueles que nos governaram durante uns anos e deixaram a herança que sabemos.

O mau estar que ele fala e a falta de confiança nos governos, foram provocadas pela sua governação à frente dos destinos do País. A sua actuação nas Presidências Abertas, levaram a que o governo de então, se demitisse e abandonasse a sua linha. Eu acho imensa piada, ver uma pessoa que sabe como actuou, vir agora hipocritamente falar de “revoluções”. O seu cinismo só é ultrapassado pelo do senhor que está no governo nesta altura, e que nesses tempos imemoriais, zurzia no governo de então, através do jornal que dirigia. Agora faz birras, mas ainda terá de engolir um sapo maior, pois aquele que ajudou a derrubar, virá a ser apoiado por ele e pelos seus seguidores para o cargo de PR.

As voltas que a vida dá, isto sim, é que é uma verdadeira revolução.

Aconselhamos serenamente que continuem à espera de novas, e para melhor compreenderem esta novela aconselhamos como trabalho de casa:

- Lerem atentamente o jornal Independente dos anos de 1987 a 1994.

- Verem com atenção as imagens de arquivo da RTP, sobre as Presidências Abertas, do Exmo. PR da altura.

- Lerem ainda o livrinho vermelho de Mao, o Mein Kampf do tio Adolf, as ultimas publicações no exílio de Marcelo Caetano onde referencia os políticos que agora nos governam, o Príncipe de Maquiavel e ainda o Trópico de Câncer do Henry Miller.

Este último como é óbvio é apenas para depois de tão indigesta leitura, colocar alguma leveza na nossa cabeça, em alternativa aconselho pudicamente que leiam o próximo orçamento de estado ou a pergunta que nos vão fazer no próximo referendo.

 

Claro que isto tudo se passou e passa num País que não existe, com um governo de faz de conta e com um povo que só vê e acredita em telenovelas.

publicado por McClaymore às 14:46
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1 comentário:
De Anónimo a 24 de Novembro de 2004 às 13:07
é por estas e outras que ando deliberadamente distraída! não com as novelas... é mais com os que amo e cuja companhia me faz acreditar que, de modo geral, ainda vale a pena.
bj.pandora
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