Quarta-feira, 27 de Abril de 2005

A teoria da conspiração…

Mad: “Para perguntas cretinas, respostas estúpidas…”

 

Apareceramm umas listas em posse da Maçonaria Portuguesa, que as guardou religiosamente durante 30 anos, a discussão que se instala na sociedade portuguesa é se as pessoas referenciadas nessa lista, são ou não antigos agentes da PIDE, correligionários da Legião Portuguesa ou informantes do ante 25 de Abril.

A polémica travada entre o Director da Torre o Tombo e o Grão-Mestre da Maçonaria é assaz interessante: são ou não antigos agentes, ou apenas simples moradas de pessoas que recebiam propaganda?

Como diz o José Júdice com algum cinismo é que os efeitos de serem ou não serem é irrelevante: “elas só serão reveladas, porque estão abrangidas pelas regras da confidencialidade daqui a 50 anos”.

O bizarro não é a tendência dos “portugueses darem palmadinhas nas costas e caírem nos braços um dos outros” , como ele diz mais à frente, o bizarro é ninguém perguntar é que uso a Maçonaria portuguesa deu durante 30 anos a esses documentos, ou para que fins foram utilizados?

É a própria Maçonaria que os põe a descoberto já que afirma a pés juntos que a lista é efectivamente de agentes do antigo regime.

Poderíamos continuar a falar de listas, e como diria o José Júdice temos ainda a lista da Dra. Catalina Pestana, que pelo andar da carruagem, deve ficar no segredo dos deuses ou da justiça, como preferirem, mais outros 30 anos, na esperança efémera de que sejam revelados os podres que partilha.

Bem, nada me espanta, já fizemos escola com o 4º segredo de Fátima, portanto já estamos habituados a estas andanças.

Na verdade deveríamos continuar à procura de listas, aquelas que foram piedosamente entregues pelo Partido Comunista ao KGB nos anos idos de 1974, e que eram compostas pelos arquivos da dita PIDE e que agora fazem parte do espólio dos arquivos dessa antiga polícia da extinta União Soviética e que nenhum político dos que estão no activo e daqueles que por lá passaram, ainda não pensou em pedir...

Perdoem-me a analogia, mas isto parece aquela desculpa muito “british”, dada por um museu, de que não devolve o espólio do antigo egípcio aos verdadeiros donos (os egípcios), porque em Londres o número de pessoas a visitar as múmias será sempre maior do que num museu do Cairo. Um dia destes tenho que utilizar esta desculpa para recuperar as “pedras” da barragem de Cabora Bassa ou o túmulo do Zé do Telhado…

Infelizmente a essas listas ninguém se refere, mais ainda, ninguém pergunta a ninguém para que serviram, nem nunca serão assacadas as respectivas responsabilidades da sua entrega.

Sobre o fim que levaram é obvio, basta ler a história do antigo Secretário Geral das Nações Unidas, o austríaco Kurt Waldheim, que durante anos foi manipulado pelo KGB e que finalmente se demitiu da presidência do seu país, quando estes revelaram ao mundo que ele tinha pertencido às tropas de choque SS do regime nazi.

Este tipo de situações não é novo, sempre fez parte da guerrilha que se instalou após a “Guerra Fria”.

As listas da Maçonaria cheiram obviamente a outra coisa que não os interesses nacionais. Para que preciso eu de umas listas que só passados 80 anos vou conseguir ler?

Este episódio, ganha pelo caricato, mas (in)felizmente não somos os únicos.

O senhor que se segue da política americana consegue ainda ser mais eficaz, o relatório de 900 páginas que serviu de impulso para a invasão do Iraque, ao revelar que os iraquianos tinham armazenados milhares de toneladas de agentes patológicos, que davam para destruir não sei quantas vezes este mísero planeta foi literalmente reduzido a 99 páginas, onde se afirma que afinal o regime iraquiano já não era detentor desse material, mas que no entanto os terroristas que actuam no Iraque estão prontos a utilizar armas químicas para atacar as forças da coligação…

Em é que ficamos?

Os EUA esqueceram-se entretanto de revelar quantas dessas toneladas foram vendidas por firmas americanas, mas aí só estavam a promover as trocas comerciais entre dois países, não é verdade?

Digam lá que eles não são tão bons como nós?

Tentei vender estas teorias ao Nuno Markl, foi recusado liminarmente por falta de provas.

publicado por McClaymore às 19:30
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Domingo, 24 de Abril de 2005

Sapómetro – Método linear de como deixar um cliente de cabelos em pé… (Parte II)

SAPO.JPG

Duvidando ainda, das minhas capacidades cognitivas, junto o "desenho" que enviei por mail ao suporte técnico da SAPO.

Continuo pacientemente à espera que me enviem um recibo do mail enviado à 24 horas atrás.

O meu heterónimo McClaymore alertou-me para o facto de ele ter passado pelo mesmo quando publicou uma fotografia sobre o monstro de Loch Ness donde ele é natural. Ele continua a insistir que eu devia ter juntado a foto dele ou então a foto da "esquadrilha" de OVNI'S (ou UFO), que ele tirou a semana passada a sobrevoarem a Câmara de Lisboa...

publicado por McClaymore às 15:05
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Sábado, 23 de Abril de 2005

Sapómetro – Método linear de como deixar um cliente de cabelos em pé…

(Para proteger a entidade, tanto da parte dos operadores da SAPO, bem como dos utilizadores do SAPO envolvidos no incidente, depois de consultadas as Pedras, as Conchas e uma Cartomante, preferimos manter o anonimato das partes, os nomes usados não são os reais e por favor se os factos relatados forem uma cópia indevida de algum episódio da vossa breve passagem por este planeta, pedimos desde já as nossas desculpas pelo plágio).

 

I – Tentativa de contacto em 2º Grau.

 

DEDO DO CLIENTE SAPO - Bip, Bip, Bip ……….

 

ATENDEDOR SAPO - “Acabou de ligar para o número de assistência a clientes, se quiser saber mais sobre o nosso produto marque 1, se quiser saber mais sobre as nossas tarifas marque 2…se quiser…”

 

ATENDEDOR SAPO - “Por favor marque o seu número de telefone…”

 

DEDO DO CLIENTE SAPO - Pi, PiPi, Pipi,……

 

DEDO DO CLIENTE SAPO - Bip, Bip, Bip ……..

 

MARTA - “Daqui fala a Marta, em que posso ser útil?”

 

(Pensamento censuráveis do CLIENTE SAPO – “Gaita, devo de ter ligado para o Seguro Directo. Bem vou ter que tentar novamente”.)

 

CLIENTE SAPO - “Desculpe Marta mas preciso de falar com o vosso serviço técnico. Estou a tentar aceder à página de clientes da SAPO e todas as vezes que o faço o meu antivírus avisa-me da tentativa da entrada de um trojan…”

 

MARTA - “Lamento vai ter que marcar outro número e por favor quando ouvir a gravação marque o 5 para a assistência. O número 酔

 

CLIENTE SAPO - “Obrigado Marta.”

 

MARTA - “Obrigado por ter utilizado a PT…”

 

II – Nova tentativa de contacto em 2º Grau.

 

DEDO DO CLIENTE SAPO - Bip, Bip, Bip…

 

MARTA2 - “Boa tarde fala a Marta2, em que posso ser útil?”

 

(Pensamentos indecoros do CLIENTE SAPO – “Decididamente hoje não era o meu dia de sorte. Outra vez uma miúda a tentar ajudar-me a mudar um pneu”.)

 

CLIENTE SAPO - “Boa tarde queria apenas notificar os seus serviços técnicos que todas as vezes que tento entrar na página de clientes da SAPO o meu antivírus notifica que estou a sofrer a tentativa de entrada de um trojan.”

 

MARTA2 - “Qual o nome de cliente?”

 

CLIENTE SAPO - “CLIENTESAPO@SAPO”

 

MARTA2 - “Um momento enquanto falo com o meu supervisor…”

 

(Esta parte é obviamente invenção da mente perversa do CLIENTE SAPO – Parte I)

 

(em off) MARTA2 – “Ó Zé está aqui um maluco a dizer que tem um trojan. O que é isso?”

 

(em off) SUPERVISOR – “Olha lá mas agora que estamos a ver o filme no canal 18 é que tu me vens chatear, olha, diz a esse tipo que não sei o que é isso, nem quero saber…”

 

(em off) MARTA2 – “Mas Zé não é melhor eu dar a resposta 5 dos procedimentos técnicos?”

 

(em off) SUPERVISOR – “Essa não. O gajo ainda pode pensar que estamos a gozar com ele. Dá-lhe antes a resposta 10.”

 

(em off) MARTA2 – “Tá bem, já agora que filme é que estás a ver?”

 

(em off) SUPERVISOR – “Não sei, mas o gajo está quase a comer a gaja…”

 

(em off) MARTA2 – “Ah, estás a ver um filme sobre canibais…”

 

(Retomar a conversa de MARTA2 com CLIENTE SAPO).

 

MARTA2 - “CLIENTESAPO@SAPO, lamento mas o meu supervisor diz que não temos vírus nenhum, no nosso servidor.”

 

CLIENTE SAPO - “Marta2, agradeço que diga ao seu supervisor que tem e que o meu antivírus está constantemente a abrir uma janela a notificar-me de uma intrusão, o nome do vírus é: trojan.byteverify…”

 

MARTA2 - “Só mais um minuto por favor…”

 

(Invenção da mente perversa do CLIENTE SAPO – Parte II).

 

(em off) MARTA2 – “Zé o gajo não me larga e a resposta 10 não resultou.”

 

(em off) SUPERVISOR – “Porra um gajo não consegue ver um filme até ao fim…Agora que isto estava a ficar bom…”

 

(em off) MARTA2 – “Então isso é só sangue?”

 

(em off) SUPERVISOR – “Podes crer o gajo já comeu mais duas e ainda se está a preparar para terceira.”

 

(em off) MARTA2 – “Que horror e o gajo ainda não está cheio?”

 

(em off) SUPERVISOR – “Não isto ainda não acabou.”

 

(em off) MARTA2 – “Mas o que é que eu digo ao cliente?”

 

(em off) SUPERVISOR – “Olha diz-lhe para mandar um mail, assim quem o vai abrir é o gajo que me vai substituir e com sorte responde-lhe para a semana…”

 

(Retomar a conversa de MARTA2 com CLIENTE SAPO).

 

MARTA2 - “Obrigado por ter esperado, o meu supervisor disse que temos mais de 500.000 utilizadores e só o senhor é que se está a queixar da situação, apenas podemos concluir que o seu antivírus não está bom.”

 

CLIENTE SAPO - “Desculpe Marta2, a ultima actualização do antivírus foi cerca de duas horas atrás e apenas na abertura da vossa página de clientes SAPO me dá esta mensagem.”

 

MARTA2 - “Importa-se de mandar um mail a reportar a situação?”

 

CLIENTE SAPO - “Claro que sim Marta2, já agora vou aproveitar e mandar um “desenho” do ecrãn. Boa tarde…”

 

III – Tentativa de contacto em 3º Grau.

 

Envio do mail pelo CLIENTE SAPO com o respectivo desenho.

 

P:S.: Prometemos voltar ao assunto logo que o SAPO responda ao mail...

 

Passadas 5 horas sobre o envio do mail aguardo pacientemente que me enviem o recibo que pedi, para me notificarem que o receberam...

publicado por McClaymore às 21:19
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Terça-feira, 19 de Abril de 2005

LINUX VS MICROSOFT.

“O melhor espelho da admiração é a imitação…”

 

A minha relação amor/ódio com os computadores começou aos 18 anos. Na época gramei um cadeira que se chamava “Introdução à Programação”, onde por força das circunstancias fui obrigado a aprender FortranIV, Para quem não conheceu esta linguagem, explico apenas, que as disquetes eram uma cartolina onde o infeliz que queria por exemplo escrever uma simples soma de um digito, passava uma tarde inteira a perfurar pacientemente as ditas cartolinas. Era o rudimento dos computadores e as resmas de cartolinas perfuradas ainda hoje me atormentam em sonhos.

Como era um rapazinho evoluído e já tinha trabalhado numa empresa que tinha um IBM e utilizava umas disquetes enormes de 8” e uma cartolinas A4 com banda magnética para me dizerem o que se facturava na empresa, quando me atrevi a perguntar ao professor do cadeirão de FortranIV porque é que eu estava a aprender uma linguagem que nem no 3º mundo já se utilizava, a nota máxima que me passou a dar foi um dez e só não me reprovou porque ficava mal na fotografia…

Depois passados poucos anos apareceram os primeiros computadores pessoais, os Timex, uma maravilha, ligados a um gravador para ler umas cassetes que debitavam um ruído marciano e que depois de algumas tentativas goradas pelo meio, lá nos punham a jogar uns jogos fenomenais em frente de um televisor. Apareceram também os primeiros processadores de texto e as primeiras impressoras caseiras.

E o mundo lá foi evoluindo. Eu nem sequer sabia que o Bill Gates existia. As linguagens que existiam era poucas mas quem dava as cartas era a IBM, tanto em computadores pessoais como nos empresariais. A IBM estava em todas, era nos processadores de texto, era nas folhas de cálculo, era nas impressoras era nos monitores, enfim açambarcava o mercado com o seu símbolo e ninguém se queixava de nada, especialmente a IBM, um dos actos de sucesso era ter um IBM ou ter acções da IBM.

Lá havia uns malucos que compravam outras marcas, mas debalde, batíamos sempre à mesma porta.

Nestes entretantos apareceu um tipo que arranjou um produto que chamou de MS-DOS e que corria em qualquer computador pessoal e que permitia correr outros programas, inventou ainda uns processadores de texto e uma folhita de cálculo, juntou tudo e deu-lhe o nome de Windows.

A IBM nem reparou nele, mas entretanto foi perdendo o poder, deslumbrada com a sua posição e soberba deu-se ao luxo de ignorar o mercado e de perder a noção da realidade.

Não sem antes ter feito alguns estragos, comprou a Wang Tecnologies, refundiu a empresa aproveitou os seus melhores recursos e acabou com ela pura e simplesmente…

Segundo a IBM eram as leis do mercado, para alguns (como eu) era a tentativa de continuar a dominar o mercado.

Mas os dados estavam lançados e o inexorável rolar dos tempos e da tecnologia fizeram recuar esse gigante para uma prateleira, até que…

Até que descobriu como continuar a chatear: como o custo que pagava ao Bill Gates era muito caro (as companhias de hardware como a IBM, a HP e outros fabricantes de computadores pessoais pagam à Microsoft 5 dólares USA por cada licença de Windows que colocam nos nossos desktops ou portáteis, eu pago seguramente 20 vezes mais se o quiser comprar…), arranjaram uns gajos porretas que trabalham de graça, deram-lhes os códigos fonte do UNIX e eles arranjaram um sistema operativo que a rapaziada tratou logo de distribuir.

Bem o meu primeiro contacto com o invento a que deram o nome de LINUX não foi muito cativante, uns amigos meus que o distribuíam pela módica quantia de 1,5 € (o custo da gravação de 2 CD’s) juntamente com o hardware que vendiam, traziam-lhes alguns engulhos ou eram os modems que não funcionavam ou eram as placas gráficas que pura e simplesmente se recusavam a deixar transparecer qualquer informação no ecran.

Eu com isto não quero dizer que não tivesse os meus problemas com o WINDOWS e pelas mesmas razões, na verdade quando tentei meter na mesma board uma placa de vídeo e um modem do mesmo fabricante cheguei à brilhante conclusão, depois de ter migrado do Windows 98 para o XP, que os problemas que o LINUX tinha eram exactamente iguais aos meus e a solução foi fazer como eles, trocar de placa de modem…

Mais, os meus problemas com a Microsoft vinham detrás, a minha opinião era de que estavam meteoricamente a tomar conta do mercado e a comportar-se exactamente como a IBM.

Nessa altura equacionei mudar de sistema operativo, não o fiz por falta de tempo e paciência, para além disso após umas quantas correcções o XP lá se instalou e passou a funcionar.

Não obstante ter corrigido a sua rota, face à concorrência que se tem vindo a impor, a MICROSOFT ainda tem um longo caminho a percorrer, assim como o LINUX.

Bem, esta é a minha posição como utilizador doméstico, mas o meu post é uma resposta que eu quero dar a um artigo de um Jornal que eu admiro e leio com frequência: o Bits e Bytes, de 15 de Abril e que tem um artigo de um senhor chamado Ricardo Oliveira.

Começo pelo título: “Obtenha os factos – Frio, Frio, Frio”, nada melhor que publicidade a uma marca de congelados, de vodka ou de um bom vinho, servido bem gelado, para chamar a atenção do público português, se não estivesse inserido no Jornal em questão, pensaria que se tratava de uma nova campanha de marketing da COCA-COLA para lançar uma nova bebida.

Quanto à imagem dos pinguins do LINUX a usarem o símbolo da MICROSOFT para aportarem e fazerem de trampolim, tem apenas uma leitura: até os pinguins do LINUX precisam de boleia e de descansar. Pelos vistos para sobreviverem têm que usar a MICROSOFT como bóia no mar da informática (isso fica-lhes muito mal).

Quanto ao resto do artigo perde-se em conjecturas sobre o que levaram as empresas a migrar do sistema de LINUX para uma plataforma MICROSOFT deixando algumas frases soltas e inacabadas, inserindo outras no contexto que mais lhe convém, argumentando que a falta de assistência e os custos da mesma, nas chamadas plataformas abertas não é factor determinante para que se opte por outro produto (!?!). Acaba depois o artigo a falar em TCO (Total Cost of Ownership, custo total da propriedade) e em ROI (Return of Investiment, retorno após investimento).

Enquanto se deixou deambular pela parte técnica o caso até foi bem conduzido, e eventualmente as falhas da campanha da MICROSOFT até pareciam enormes, mas não resistiu, veio bater no ponto que considerava mais fraco e enganou-se.

Aquilo que deixa transparecer é que não foram feitas contas e que se optou por uma tecnologia mais cara e com suporte mais caro.

Que não foram feitas consultas ao mercado e que não se avaliou o impacto e os custos da nova implementação, mais grave ainda que foram deixadas de fora consultas a soluções ditas “sem custos” ou de licenciamento à borla.

A primeira lição que aprendi a sério na minha vida e que me foi dada por um gestor, é que “os mercados a nível mundial têm tendência a não comprar qualidade, mas sim preço. O mercado português é então impossível de controlar porque aqui para além do preço os portugueses compram descontos…”

Mas pode ficar descansado, foram consultados parceiros que vendem plataformas LINUX e que não são tão baratas como se diz, mais ainda porque são honestos e devido às exigências que fazíamos, nos aconselharam, para não termos um mas vários produtos para fazer o mesmo que o da MICROSOFT, a optarmos pela solução que menos problemas nos traria.

Para além disso foi com agrado saber que algum desses desenvolvimentos são feitos em Portugal e por portugueses, aguardamos a sua evolução e estamos atentos à sua implementação e custos da mesma e do respectivo produto.

Perdeu ainda a oportunidade para falar do aproveitamento dos recursos do hardware, fez mal se calhar aí até teria alguns argumentos.

Pelo que depreendo das suas palavras é obviamente um elemento ligado ao LINUX, e faz muito bem em defender a sua dama.

Mas quando passa da defesa para o fanatismo e para o fundamentalismo, recordo-lhe que não estamos a falar de fé e ainda não temos santos informáticos ou se preferir informáticos santos…

Como deve calcular nos vértices dos custos que sublinha está um que tem a ver com pessoal e a formação do mesmo (esqueceu-se dele), se opta-se pela plataforma livre, ficava escravo de um contrato de manutenção ou como opção teria que recrutar e formar um novo colaborador para me dar assistência no novo produto.

Utilizo uma plataforma LINUX que tem custos e que deve conhecer: o RED HAT e todas as vezes que tenho que instalar um servidor de testes vou com a corda ao pescoço pedir ao Director Financeiro que me autorize a verba e não lhe consigo explicar como é que eu pago em dois dias, para instalar um servidor LINUX, o mesmo que pago num mês ao colaborador que me instala um servidor MICROSOFT numas horas…

Depois de consultar o meu Director de Recursos Humanos e o Director Financeiro, é com agrado que lhe transmito a minha intenção de o contratar, a custo zero claro, porque infelizmente é a verba que disponho para contratações de pessoal ou então de continuar com a plataforma MICROSOFT e a trabalhar com a “prata da casa”.

Claro que lhe deixo algum tempo para cobrar pelos autógrafos que der. Um homem, mesmo do LINUX tem que ganhar algum dinheiro para sobreviver…(esta piada deixo-lhe a si o encargo de a explicar, o seu segundo sentido morre entre nós).

publicado por McClaymore às 14:08
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2005

"Ser português..."

“Victrix causa diis placuit, sed victa Catoni”

latim A causa vencedora agradou aos deuses, mas a vencida a Catão. Lucano, em Farsália, I, 128, alude à fidelidade de Catão a Pompeu, quando este foi derrotado por César.

Emprega-se para expressar apoio a uma causa, embora vencida.

 

Eu fui daqueles que leu nas sebentas da escola a história épica de Viriato e de Sertório, de pequenos nadas que elevavam a nossa débil nacionalidade. Fui habituado a ter orgulho na padeira de Aljubarrota, no sacrifício de Martim Moniz, na obscuridade de D. Fuas Roupinho. Nas Cortes de Lamego, desculpa-me Alexandre Herculano, mas parece que foram inventadas…

Nas campanhas de Mouzinho de Albuquerque, que como anti herói se suicidou, de D. Aleixo Corte-Real, que combateu os japoneses no longínquo Timor.

Ouvia falar de Gungunhana, que mesmo sendo um inimigo, o seu nome não foi riscado da história.

O desbravar de histórias fantásticas de Fernão Mendes Pinto, nas guerras nos confins do mar de Aden, em Afonso de Albuquerque, em lugares como Calecute ou Ormuz.

Nos inventos que deram outros horizontes à humanidade, no astrolábio dos decanos dos navegadores e na matemática com o Nónio de Pedro Nunes, de Gago Coutinho e de Sacadura Cabral.

O orgulho de falar nas campanhas de descobrimento da África profunda, de Hemergildo Capelo, de Roberto Ivens e Serpa Pinto.

Eu tinha orgulho em ser português e ensinavam-me onde ficava o ponto mais alto de Portugal: o monte Ramalau em Timor, os rios de Angola, de Moçambique, onde ficavam as Cataratas do Duque de Bragança, onde ficavam enterrados os desterrados, mesmo aqueles que se haviam desviado das leis dos homens, como o Zé do Telhado.

Eu gostava dos filmes que mesmo politicamente correctos ainda hoje me fazem rir.

Eu tinha orgulho nos meus escritores, nos meus poetas como Camões, nas anedotas do Bocage, nos líricos como Luísa Toddi.

Nos meus ladrões, nas minhas prostitutas, nos meus corsários, nos meus Papas e nas minhas raízes de judeu, de almorávida, de godo, de romano e de suevo ou de alano.

Eu tinha orgulho nos meus reis, nos meus heróis que me davam uma perspectiva de nacionalidade arrebatada.

Onde estás tu D. Sebastião? Onde está a Encíclica Geração, os meus trovadores, os meus navegadores que deram novas terras ao mundo?

Onde estão os que penhoravam as barbas para manter a sua palavra?

Um professor disse-me um dia que a história é sempre escrita pelos vencedores…

Nós perdemos a nossa história, onde é que perdemos a nossa guerra, em que campo sem nome é que fomos derrotados?

Mas o que mais me constrange é que metade dos nomes que eu invoco, são desconhecidos das gerações actuais e nada me leva a crer que os venham a aprender.

publicado por McClaymore às 12:42
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Terça-feira, 5 de Abril de 2005

O inferno mora aqui...(trailer)

- Muito bom dia, eu sou o cidadão nº 666…Pode-me indicar onde fica a sala de tortura?

 

- Muito bom dia cidadão 666, na base de dados que acabo de abrir, o seu número diz-me que tem tendências autoritárias, narcisistas e melómanas, para além disso, não pagou os impostos de 1984 referentes a um sítio chamado de “Inferno”, a base de dados diz ainda que os seus genes não o deixam votar também no partido único: o Partido Nacional Socialista...

Lamento muito, mas como funcionário do estado, vou ter que o mandar prender.

 

- É, eu sou uma Besta.

 

- Desculpe Mestre, eu não sabia.

 

- Não faz mal meu filho, continua a cumprir o teu dever, que eu recompenso-te e um dia destes, mando-te de férias para Portugal…

 

- Desculpe Mestre, mas prefiro que me mande para o Purgatório, não é por nada sabe, mas já me disseram que aquilo lá é um bocadinho pior que isto.

publicado por McClaymore às 00:29
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2005

O que faz correr António Costa?

Artigo 35º da Constituição Portuguesa


 

1 - Todos os cidadãos têm o direito de acesso aos dados informatizados que lhe digam respeito, podendo exigir a sua rectificação e actualização, e o direito de conhecer a finalidade a que se destinam nos termos da lei.


 

2 - A lei define o conceito de dados pessoais, bem como as condições aplicáveis ao seu tratamento automatizado, conexão, transmissão e utilização, e garante a sua protecção, designadamente através de entidade administrativa independente.


3 - A informática não pode ser utilizada para tratamento de dados referentes a convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical, fé religiosa, vida privada e origem étnica, salvo mediante consentimento expresso do titular, autorização prevista por lei  com garantias de não discriminação ou para processamento de dados estatísticos não individualmente identificáveis.


 

4 - É proibido o acesso a dados pessoais de terceiros, salvo em casos excepcionais previstos na lei.


5 - É proibida a atribuição de um número nacional único aos cidadãos.


6 - A todos é garantido livre acesso às redes informáticas de uso público, definindo a lei o regime aplicável aos fluxos de dados transfronteiras e as formas adequadas de protecção de dados pessoais e de outros cuja salvaguarda se justifique por razões de interesse nacional.


7 - Os dados pessoais constantes de ficheiros manuais gozam de protecção idêntica à prevista nos números anteriores, nos termos da lei.


O Governo acabou de confirmar que vai reunir todos os perfis dos cidadãos portugueses numa base de dados até ao final da legislatura, a notícia já obteve confirmação por parte do Ministro da Justiça António Costa.

O projecto anterior, previa apenas que esses perfis só incluíssem pessoas condenadas pela justiça, um conceito muito vago e abrangente como podem ver: uma multa não paga poderia estará incluir um qualquer cidadão nesta base de dados. Para além disso o nome de “perfil” é ainda mais vago.

O Governo propõe uma solução global que seria tutelada por uma comissão independente, não garante também a privacidade de ninguém.

A manipulação genética e a tentativa de controlar a humanidade através dessa faceta, teve o seu supra sumo numa figura de má memória que se chamava Hitler.

Foi continuada pelos regimes comunistas e pelos vistos quer ser aplicada neste País, as guerras tribais em África e outras que se passaram na antiga Jugoslávia, são a moeda de troca que são o culminar de limpezas étnicas e não só, poderão ser facilitadas pelo acesso a bases de dados circunscritas.

Poderão ainda ter outras implicações morais e patrimoniais, como por exemplo um filho, ou um pai descobrirem que não são parentes…

Numa conversa banal com um amigo meu, que por acaso é amigo pessoal do Sr. Ministro da Justiça, confidenciou-me há muitos anos atrás que estava preocupado com o controlo descarado que os cidadãos estão sujeitos, qualquer instituição bancária consegue neste momento controlar onde compram os seus clientes, onde se vestem, onde almoçam, por onde viajam, basta seguir o cartão de crédito…

Os telemóveis são outro factor de controlo, é possível neste momento saber por onde andam os cidadãos, basta localizar o número de telemóvel, num País onde existe quase um telemóvel por pessoa, essa tarefa fica mais facilitada.

O Ministro da justiça na sua passagem pela Comissão Europeia esteve no centro de uma polémica com os E.U.A. sobre o acesso deles a dados considerados confidenciais, depois calou-se. Gostaria muito que me explicasse onde param os dossiers sobre o Echelon e o Carnivore.


Sobre o Echelon:


"Echelon is perhaps the most powerful intelligence gathering organization in the world. Several credible reports suggest that this global electronic communications surveillance system presents an extreme threat to the privacy of people all over the world. According to these reports, ECHELON attempts to capture staggering volumes of satellite, microwave, cellular and fiber-optic traffic, including communications to and from North America. This vast quantity of voice and data communications are then processed through sophisticated filtering technologies.

This massive surveillance system apparently operates with little oversight. Moreover, the agencies that purportedly run ECHELON have provided few details as to the legal guidelines for the project. Because of this, there is no way of knowing if ECHELON is being used illegally to spy on private citizens.

This site is designed to encourage public discussion of this potential threat to civil liberties, and to urge the governments of the world to protect our rights."


Para quem não sabe o que é o Carnivore ficam estas linhas:


“You may have heard about Carnivore, a controversial program developed by the U.S. Federal Bureau of Investigation (FBI) to give the agency access to the online/e-mail activities of suspected criminals. For many, it is eerily reminiscent of George Orwell's book "1984." Although Carnivore was abandoned by the FBI in favor of commercially available eavesdropping software by January 2005, the program that once promised to renew the FBI's specific influence in the world of computer-communications monitoring is nonetheless intriguing in its structure and application.”


A minha insistência no assunto deve-se apenas ao facto, talvez banal para alguns, de uma imposição irreversível e que colide com a liberdades de todos os cidadãos.

Ainda não vi nenhum sinal de revolta ou de desconforto nesta sociedade adormecida e a nossa comunicação social, tirando honrosas excepções, ainda nem sequer deu conta do que se prepara com esta medida anunciada…

publicado por McClaymore às 16:45
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"BIG BROTHER IS WATCHING YOU..."

Está na hora de acordarmos.

Segundo as últimas notícias o governo prepara-se para elaborar a nível nacional um banco de código genético.

A despreocupação banal com que nos brindam com esta informação, sem o mínimo de consistência, deixa-me assaz preocupado. Ainda não vi ninguém, nem a querida “oposição” a fazer as devidas perguntas para o que se está a preparar.

A maneira subtil e escondida com que nos querem impor uma nova maneira de controlo é demasiado grave para ter passado despercebida. A questão do aborto ou mesmo da Constituição Europeia, são bem mais simples de se referendarem do que aquilo que o governo com esta medida nos quer impor.

Qualquer “estúpido” sabe que se houver alguém com acesso a um banco de código genético, poderá manipular várias informações que vão contra o mais essencial das liberdades e garantias pessoais e consagrado na nossa Constituição, ainda em vigor.

Não vi aqui nenhum dos nossos pretensos, pseudo e iluminados constitucionalistas a fazer qualquer comentário.

A maneira irreflectida e irresponsável deste governo de anunciar a criação de um banco de dados genético serve os interesses de quem?

Eu vou apenas pegar no exemplo da Islândia.

Devido à particularidade do país, que só tem 280.000 de nacionais e sendo uma ilha isolada, o código genético é bastante restrito. As pressões por parte de um médico, dono de uma companhia que se dedica exclusivamente ao controle e angariação das bases de dados genéticos dos islandeses, levaram a que o parlamento desse simpático País e teoricamente uma avançada democracia, lhe desse o direito durante 12 anos de ter em exclusivo o acesso e a criação dessa base de dados. Conseguiu ainda mais, por ordem desse mesmo parlamento, que todos médicos lhe fornecessem os boletins clínicos de todos doentes da Islândia…

Já começam a ver aqui os meus temores.

Para agravar mais a situação, não há lei nenhuma que impeça essa companhia de vender os dados que não lhe pertencem a terceiros, e sabem os meus amigos quem são os seus clientes: as companhias de seguros que operam nesse insular País.

Quando confrontado sobre a ética desse problema, o dono da companhia deu uma resposta muito em voga:

“Eu não posso falar se é ético ou não vender o acesso a essa base de dados, já que não fui eu que dei autorização para fazê-lo…”

A resposta é definitivamente obra da escola de políticos que tomaram de assalto Portugal, em absoluto, este senhor tem raízes na política portuguesa ou teve lições pagas de políticos portugueses.

Para finalizar, e para constatarmos da falta de transparência deste banco de dados, perguntaram ao dono da companhia se os dados estavam a salvo de pirataria:

“Como sabem qualquer base de dados pode ser roubada. Não, não garanto que não possa ser roubada…”

Tirem as ilações que quiserem, mas acho que devemos perguntar ao Engº Sócrates que futuro é que ele nos está a reservar…

A história do cartão único e da base de dados genética interessa a que obscuros poderes?

Caríssimos continuo a insistir, tirem o pó aos livrinhos do George Orwell…

publicado por McClaymore às 02:20
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