Sexta-feira, 9 de Julho de 2004

Fado, Fátima e Figo… Nem sempre por esta ordem.

Há palavras começadas por “F” que pronunciamos com mais ligeireza.

Quanto ao futebol, exportamos durante séculos pessoal para as colónias, exploramos as costas do continente negro, roubamos e pilhamos pessoas, contratamos negreiros, vendemos escravos, misturamos tudo num caldeirão e conseguimos fazer dum país os maiores campeões desse desporto, mas nunca os conseguimos acompanhar, nem de longe, e o melhor que conseguimos foi num mundial, um terceiro lugar (por sinal no tempo desse senhor que não dizemos o nome), e das poucas vezes que nos classificamos para lá ir, ficamos logo pelo caminho nos primeiros jogos. Neste século até temos mais sorte como estávamos a ver que nunca mais lá conseguíamos ir, arranjamos um campeonato em casa só para os países nossos vizinhos, temos o lugar garantido na competição, mas ironia das ironias o treinador foi o treinador da equipa que ganhou o mundial. Aqueles que nos exportamos, voltam como produto importado, nem admira até já termos jogadores desse género nacionalizados, um gozo, aquela velha máxima se não podes com eles junta-te a eles, passa ser se não ganhas nada no futebol vai buscá-los para eles jogarem por ti. Dois produtos num só, estilo amaciador e champô na mesma embalagem, e com duas vantagens: primeira sempre temos mais algumas hipóteses de ganhar e se perdermos, porque nisso somos mesmo bons, temos sempre a quem culpar pelo insucesso e não precisamos de ferir assim o nosso já débil nacionalismo.

E para me dar mais razão ainda, já há alguém a propor o treinador para 1º Ministro, o lugar está vago, portanto é aproveitar. Já houve noutros países actores que foram presidentes e actrizes porno que foram deputadas, porque não um 1º Ministro treinador de futebol, nacionalizado claro. Para coadjuvar este treinador, na sua nova missão deveríamos ir buscar alguns dos melhores jogadores, principalmente aqueles que ganham mais, segundo palavras de um amigo meu da esquerda radical: “pelo menos tinham pena dos pobrezinhos e sempre fariam melhor figura que alguns ministros”.

 

P.S: Este post foi escrito antes do nosso honroso 2º lugar no Campeonato Europeu, no entanto não retiro uma linha ao que disse e ao que penso.

publicado por McClaymore às 18:00
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