Terça-feira, 28 de Junho de 2005

O Provedor dos Leitores

Esta coluna, fica à disposição dos leitores que se sintam ofendidos pelo matraquear silencioso do McClaymore, será um local de reflexão sobre a interpretação de algumas palavras menos conseguidas, servirá de moderador entre os leitores mais persistentes e as convicções políticas e sempre polémicas do autor do blog.

 

Destina-se ainda a responder às cartas dos nossos leitores, que mesmo sendo remetidas na capa do anonimato, serão lidas, transcritos os trechos mais relevantes e dadas as explicações necessárias.

 

Recebemos uma crítica profunda de um leitor assíduo, que assinou como JS, ao princípio, julgamos tratar-se do nosso Primeiro Ministro, mas como vinha com a tarjeta dos correios do Rato, ficaram as nossas dúvidas por resolver:

 

“Caro Sr. Provedor,

Li com atenção o vosso post, em que utilizavam repetidamente a palavra embuste. Caso não tenham reparado é um termo que dignifica apenas as campanhas extraordinárias que são feitas em prole e do exacerbo da Nação. Como tal agradecemos a parcimónia da sua utilização.”

  

Resposta do provedor:

 

“Caríssimo JS, a utilização do termo tem direitos de autor, foi usada veemente pelo Exmo. Sr. Presidente da República, eu sei que é fácil utilizar a onda e continuar a insistir na mesma tecla, no entanto peça urgentemente aos seus assessores para mudarem um bocadinho o seu discurso, começa a ser chato e os portugueses já lhe tiraram as medidas. Para além disso só era admitido a um político, a repetição dos mesmos discursos passados 20 anos, infelizmente já morreu, veria que tinha muita coisa a aprender com ele.”

 

A segunda é dum leitor que se identifica como JC:

 

“Sr. Provedor,

Quero notificá-lo que nunca utilizei a palavra “embustou”, em qualquer dos meus discursos ou comícios. Agradeço que rectifique as suas palavras senão os portugueses ainda “ádem” saber das suas malévolas intenções.”

 

Resposta do Provedor:

 

“Meu amigo, continua a dar as suas calinadas em português, as do McClaymore são apenas fruto do acaso. Reconheço que ele utilizou mal a palavra “embustou”, o que ele queria mesmo dizer é que o Primeiro Ministro “embestou” os portugueses. Apenas mais uma critica, quando atacar os outros comentadores, mesmo que desportivos, reveja-se na triste figura que faz na Quadratura do Circulo, e reconheça que sua apetência era mesmo o de ser árbitro de futebol.”

 

A terceira carta vem identificada, mas com o pedido expresso para não ser revelada a identidade da autora:

 

“Exmo. Sr.,

Vou casar grávida e vou viver para Madrid, agradeço que não continue com os ataques à minha vida pessoal.”

 

Resposta do Provedor:

 

“ Minha cara Senhora, a vida pessoal de cada um, diz apenas respeito ao próprio. Case com quem quiser e no estado que quiser. Emigre para onde quiser, continue a fazer o teatro que quiser, mas por favor, deixe de enviar cartas a pensar que esta redacção é a da revista Maria.”

 

A última carta veio de um autor que se identifica apenas como “Banca”:

 

“Sr. Provedor,

Agradecemos que seja corrigido o post, onde referencia que fazemos anúncios de actrizes e porcos mealheiros a fazer nudismo.”

 

Resposta do Provedor:

 

“Lamento profundamente que as palavras do McClaymore tenham dado azo a tão extensa confusão, ele efectivamente esqueceu-se da vírgula. Apenas e apenas se queria referir aos porquinhos mealheiros, claro que depois de meia hora de extensa e acesa discussão, ele admitiu que o que ele queria mesmo era ver as “miúdas dos anúncios a fazer os spots, apenas com a roupinha com que vieram ao mundo”, admite também que passava logo a subscrever todas as porcarias que vocês promovem, desde faqueiros até copos de cristal. Ficam as minhas sinceras desculpas e as correcções serão feitas logo que possível.”

 

Notas do Provedor:

 

Não vai servir para nada, eventualmente continuar esta coluna. O seu perene desaparecimento, deverá ser preenchido por outra personagem, que acompanhe e equilibre o parecer tendencioso do blog. Convidamos o António Vitorino que humildemente recusou, porque vai assumir as suas novas funções de “contraditório” ao comentador Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Notas do McClaymore:

 

Se este gajo continua assim, pior que um censor do antigo regime, ainda o despeço por justa causa. Lamento profundamente que o tenham que aturar, mas por motivos de força maior, e porque foi instituída a Santa Inquisição, tenho que o manter, até mudarem de governo.

publicado por McClaymore às 12:33
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